Respeito é necessário.
Em qualquer área da tua vida, isso é algo de extrema importância para o bem comum; para a satisfação de ambas as partes. Quando é mútuo então, as relações humanas ficam tão mais fáceis.
PORÉM, na maioria das vezes isso não acontece. ( em 99,9% das vezes)
Daí vemos como as pessoas são egoístas e arrogantes, a ponto de não respeitar nem o gosto musical do outro.
Aqui chego no tema central do texto, respeito musical, algo que tenho percebido que está em falta, em extinção.
Esse etnocentrismo me incomoda muito, muito mesmo. Confesso que às vezes acabo percebendo isso em mim,
e isso me deixa muito decepcionada, já que é ridículo ao menos supor a sua superioridade em relação à outras pessoas diferentes de você.
Musicalmente falando então, é escroto isso, fala sério.
Acredito nas coisas boas que a música nos traz. Cada um sente-se confortável e se identifica com algum estilo musical e/ou com alguma banda/cantor. Não cabe à mim nem à você escolher qual música o outro deve gostar. Muito pelo contrário, devemos é respeitar o gosto alheio, por mais horrível que seja para nós.
Eu sei, a paciência acaba quando alguém entra no ônibus, senta atrás de você e coloca um Funk degradante pra tocar no volume mais alto possível.
Falta de respeito dessa pessoa também, pqp.
Mas sei lá, prejulgar alguém e/ou algum estilo musical específico é no mínimo ignorância.
Nada mais é necessário quando você possui autoconhecimento suficiente para determinar algo que te faz bem, e ser feliz com as suas escolhas.
Pra que se preocupar com as preferencias alheias? Muitas dessas pessoas não têm ao menos a certeza do que eles próprios gostam.
É isso que me intriga, viu. Será que sou eu uma das poucas pessoas que critica a si próprio mil vezes antes de criticar alguém?
Eu sei, no momento eu estou criticando, mas pode ter certeza, faço isso muito mais comigo, com os meus erros e minhas ações mesquinhas. Porém, acho que é isso mesmo que falta nas pessoas.
Se parar de olhar no "mau" gosto do outro, poderá achar muitas falhas no seu "ótimo" gosto.
Apesar de que ninguém escolhe do que vai gostar, simplesmente gosta.
Não adianta ninguém ficar forçando a outra à gostar de algo específico.
Cada um, cada um.
Gosto musical é pessoal, a parte do 'gosto' já diz isso.
Cada um, cada um.
Gosto musical é pessoal, a parte do 'gosto' já diz isso.
Enfim, eu não gosto da falta de respeito musical, político, cultural, esportivo, racial, social etc.
É uma das causas da podridão humana, na minha opinião irrelevante.
Defendo muito a paz entre as pessoas, e sem respeito, não há paz.
Já cantava Humberto Gessinger, dos Engenheiros do Hawaii,
na música Ninguém = Ninguém:
"Há tantos quadros na parede
Há tantas formas de se ver o mesmo quadro
Há tanta gente pelas ruas
Há tantas ruas e nenhuma é igual a outra
Ninguém = ninguém"
Há tantas formas de se ver o mesmo quadro
Há tanta gente pelas ruas
Há tantas ruas e nenhuma é igual a outra
Ninguém = ninguém"
Basicamente, eu posso odiar a sua calça colorida, suas músicas melosas de pagode e até seu sertanejo universitário, mas não vou te matar por causa disso. E olha que eu odeio mesmo.
Ps: Espero que tenham entendido a do "Funk degradante". Minha escolha pelo uso do Funk foi simplesmente por experiência pessoal com a situação mostrada.
Degradante foi exatamente para mostrar a tipagem da música que estava falando, já que acredito na existência de músicas ao estilo Funk de muita qualidade. Nunca ouvi, mas vai saber.
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Ufa! Mais um devaneio.
Um devaneio muito racional (como?), mas extremamente pessoal.
Levo esses pensamentos comigo, faz algum tempo. Acho digno de se pensar.
É isso.
DIGA NÃO AO ETNOCENTRISMO!
Até a próxima postagem.
TCHAU!
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